Investimento na Europa cresce 2,5%

quarta-feira, agosto 24, 2016
De acordo com informação disponibilizada pela CBRE, o investimento imobiliário na Europa subiu 2,5% no 1º semestre de 2016, face a igual período de 2015, tendo atingido o montante de € 54 mil milhões. Adicionalmente, informa a empresa que o valor atingido encontra-se 30% acima da média dos últimos 10 anos.

Apesar disso, a actividade de investimento caiu no 2º semestre de 2016, mostrando algum arrefecimento no mercado. O sector de escritórios tomou a liderança, com uma subida de 8,3%, com especial enfoque na Noruega que registou uma performance assinalável, França e Suécia também registaram fortes subidas no investimento em imóveis.

A Irlanda registou um total de € 2,3 mil milhões de investimento, sendo este valor inclusive um recorde histórico para o País e representando um crescimento de 100% face a igual período de 2015.

Os mercados russo e alemão registaram quedas no nível de actividade. Apesar disso, caso a moeda russa estabilize nos próximos tempos, será expectável registar-se um aumento de actividade de investimento nesse País, já que os investidores têm demonstrado forte interesse no mercado.

Bons negócios (imobiliários)!


Londres perde residentes

quarta-feira, agosto 17, 2016
Só no ano passado, a cidade de Londres perdeu 68.000 residentes, cansados do reboliço da cidade. Saíram da capital mas moveram para outros locais no Reino Unido.

No ano de 2014, cerca de 2,85 milhões de pessoas movimentaram-se dentro do Reino Unido, o que representa cerca de 5% da população. Um estudo realizado pela GoCompare.com revelou alguns dados interessantes:
  • 14% da população entre 20 e 30 anos mudou-se para a capital, fundamentalmente à procura de trabalho;
  • Ao invés, as pessoas na casa dos 30 optaram por sair de Londres, para morar em zonas como Surrey, Essex ou Kent;
  • Cidades com universidades tendem a atrair um vasto número de estudantes, com Londres a manter-se como uma excelente opção;
  • Também por isso, grande parte das pessoas entre os 16 e os 19 anos mudaram-se para a capital, como também para Leeds, Nottingham, Sheffield, Manchester e Birmingham.

No final, entre entradas e saídas, Londres perdeu mais de 68.000 residentes.

Bons negócios (imobiliários)!

Chineses preferem casas novas

quarta-feira, agosto 10, 2016
Um inquérito realizado pela Juwai.com - plataforma integrada que junta agentes imobiliários internacionais e compradores chineses - mostra que grande parte dos investidores chineses em habitação, preferem comprar imóveis novos em vez de usados. De facto, das respostas obtidas, a preferência na compra de uma casa nova, comprada directamente ao construtor, obteve uma pontuação de 7,3 (em 10), enquanto que a opção por uma casa existente apenas obteve um score de 5,8.

O mesmo inquérito apontou ainda outras conclusões bastante interessantes:
  • Segurança. Comprar uma casa em bairros e ruas seguras é fundamental, com 82% dos inquiridos a referir este ponto como sendo muito importante;
  • Conveniência. Uma casa localizada num bairro com serviços, lojas e equipamentos de conveniência foi igualmente um factor importante apontado;
  • Longo prazo. Grande parte dos compradores chineses investem não para uma utilização imediata e própria, mas antes a pensar no longo prazo, nos filhos e nas gerações vindouras. Educação foi um dos principais factores mobilizadores na compra, com grande dos investidores chineses a decidirem comprar casa para os filhos.
Por outro lado, a singularidade do imóvel e capacidade de o adaptar ao gosto pessoal do comprador são os 2 factores que menos pesam na tomada de decisão final.

Bons negócios (imobiliários)!

As casas mais caras do Mundo

quarta-feira, agosto 03, 2016
A plataforma grabhouse.com listou 13 das casas mais caras em todo o Mundo. É uma lista deliciosa, encantadora mas um pouco fora das possibilidades de cada um de nós...

Em 13º lugar, ou seja, a mais barata das mais caras, está a casa de Bill Gates, fundador da Microsoft, situada em Washington. Levou 7 anos a ser construída e custou 63 milhões de dólares. Está agora cotada em 125,5 milhões de dólares.

Desta lista de 13 casas, apenas 5 estão localizadas fora dos Estados Unidos, sendo 3 delas no Reino Unido. Em 8º lugar esta a Villa Leapolda na Cote D'Azure e no 2º lugar está Antillia no Mumbai. Todas as restantes "mansões" situam-se nos Estados Unidos da América.

O topo da lista, no 1º lugar, é ocupado por um verdadeiro (e literal) palácio! Trata-se de uma casa com 775 quartos (sim, leu bem, 775!), 188 dos quais para empregados, numa área de 77.000 m2. Está cotada pela módica quantia de 1.560.000.000 dólares. Sabe qual é? O Palácio de Buckingham.

Pode ver a lista completa em grabhouse.com.

Bons negócios (imobiliários)!

Imobiliário: melhor investimento de longo prazo

terça-feira, julho 26, 2016
Um estudo recentemente realizado pela Bankrate, um agregador de informação financeira, aponta o imobiliário como o investimento preferencial dos norte-americanos, numa perspectiva de longo prazo.

À questão "onde investiria o seu dinheiro, num prazo de 10 anos, se não necessitasse dele", 25% dos inquiridos respondeu em imobiliário, à frente de qualquer outra alternativa, acções incluídas. De realçar que os inquiridos com rendimentos superiores a USD 75.000 por ano estavam ainda mais inclinados em investir em imobiliário (33%).


Volatilidade, intangibilidade e incerteza são factores escolhidos por muitos para preferir activos imobiliário em oposição, por exemplo, a acções ou obrigações. De facto, há já muitos norte-americanos que não estão dispostos a investir num mercado accionista que está tão "bullish" neste momento.

Bons negócios (imobiliários)!

Luanda, uma perspectiva histórica do imobiliário

terça-feira, julho 19, 2016
Em conversa com uns "mais velhos" de Luanda, apercebi-me que a evolução da construção imobiliária da cidade no Séc. XX esteve intimamente ligada à iniciativa privada e ao seu sucesso nos seus negócios.

A cidade cresceu, ao longo dos últimos 100 anos, de acordo com os sucessos que os empresários obtinham nas suas actividades principais, como foi o caso do café, em meados do século passado. Foi assim que apareceram bairros como o Miramar e cresceram os edifícios na Av. Marginal, hoje Av. 4 de Fevereiro. 

A excepção a esta iniciativa privada aconteceu no início da década de 1960 quando, fruto do desenvolvimento de Angola, o Estado Português incentivou a vinda para Luanda de quadros médios e superiores - como sejam engenheiros, professores do ensino secundário e universitário - para Angola. Foi assim que nasceu o Bairro de Alvalade.

No Século XXI temos outros factores (e também os mesmos) a potenciarem o crescimento da cidade de Luanda e o seu mercado imobiliário.

O primeiro factor e o actor diferenciador da história recente do imobiliário que favoreceu o desenvolvimento da Cidade de Luanda foi a Paz alcançada em 2002. Este facto despertou o interesse de muitas empresas para o mercado angolano e fez aumentar exponencialmente a procura de produtos imobiliários, desde habitação a armazéns, passando pelos escritórios e hotéis. 

Aliado a este facto temos também o preço do petróleo a atingir valores recorde: este é o café do Séc. XXI e o segundo factor de crescimento do mercado imobiliário. E assim, até à crise financeira mundial de 2007/2008, a procura excedia largamente a oferta. Os preços dispararam e as vendas faziam-se ainda em planta. Mas a crise financeira mundial afectou o mercado imobiliário e a procura tornou-se mais selectiva e exigente, e este teve que se adaptar. A profissionalização do sector era agora uma necessidade do mercado. A diminuição das áreas e o aumento da qualidade construtiva e dos acabamentos tornaram-se uma necessidade dos promotores, que no Séc. XXI passam a ser os empresários do imobiliário, sendo esta a sua actividade principal ao contrário dos empresários do século passado que investiam no imobiliário.

Em finais de 2014, com o início da descida dos preços do petróleo, o sector imobiliário, cada vez mais profissional, começa a reduzir a sua actividade e os projectos imobiliários tornam-se mais escassos. O seu próprio desenvolvimento também se adapta à crise que a queda dos preços do petróleo trouxe e à falta de liquidez em divisas.

Parece que mais um ciclo se fechou e um novo se voltará a iniciar em breve, pois esperamos que estes ciclos, à semelhança dos ciclos económicos, também sejam mais curtos.

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Por Francisco Barros
Diretor Executivo da Proprime

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